sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Rodadas de Poemas com Paulo Ras



De Paulo Ras


É em tudo que vejo que me perco.
É em tudo que amo que me iludo.
É em tudo que vivo que respiro.
E na intensidade do meu peito.
E nas loucuras do que eu sinto
É que termino poeta.
É em tudo que perco que choro.
É em tudo que choro que morro.
E dessas dores enterradas,
Ardem-me as cicatrizes.
É em tudo que sussurro que berro.
É em tudo que berro que me selencio.
E nesse eterno antagonismo,
Vivo berrando em silêncio,
Pois anuncio o que ninguém ouve,
Vou, pois encaixotar meus pulmões e berrar menos.
Talvez alguém queira ouvir a melodia do meu ciciar.



Um comentário:

  1. Lindo! De vez em quando a vida é antagonica mesmo...

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