domingo, 13 de janeiro de 2013

Rodadas de Poemas com Cecília Meireles



De Cecília Meireles
Canção do caminho



Por aqui vou sem programa,
sem rumo,
sem nenhum itinerário.
O destino de quem ama, 
como o trajeto do fumo.

Minha canção vai comigo.
Vai doce.
Tão sereno é seu compasso
que penso em ti, meu amigo.
- Se fosse,
em vez da canção, teu braço! 

Ah, mas logo ali adiante 
- Tão perto! - 
acaba-se a terra bela.
Para este pequeno instante,
Decerto,
é melhor ir só com ela.

(Isto são coisas que digo,
que invento,
para achar a vida boa...
A canção que vai comigo
É a forma de esquecimento
Do sonho sonhado à toa...)

2 comentários:

  1. Mesmo o poema sendo belo, tem um toque de tristeza.
    Pois como ela disse:

    -Isto são coisas que digo,
    que invento,
    para achar a vida boa...
    A canção que vai comigo
    É a forma de esquecimento
    Do sonho sonhado à toa...

    “Quantas pessoas criam utopias para poder continuar a viver?”

    Espero que saiba que sou apenas um menino aprendendo a comentar minha amiga.

    Bjs

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  2. Admiro como ela sabia usar as palavras!
    Quanto a tristeza, é mais um sentimento que forma poetas!
    Sem sentir, não se escreve bem!Que seja tristeza, então!
    Visite o meu blog!

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