segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Rodadas de Poemas com Décio Pignatari




De Décio Pignatari 
Beba coca-cola





Décio Pignatari 

Publicitário, teórico da comunicação e escritor paulista (20/8/1927-). Um dos fundadores, ao lado dos irmãos Haroldo de Campos e Augusto de Campos, da literatura concreta nos anos 50. Nasce em Jundiaí e vive em Osasco, próximo à capital paulista, até a adolescência. Estuda direito na Universidade de São Paulo (USP) nos anos 40.
Começa as primeiras experiências poéticas no final dessa década e, em 1952, cria com os irmãos Campos o grupo Noigandres, núcleo que dá origem à literatura concreta. Em 1956 inicia uma bem-sucedida carreira de publicitário, chegando a ter a própria agência.
Dedica-se ao estudo da teoria da comunicação e dá aulas na Escola Superior de Desenho Industrial, no Rio de Janeiro, e na PUC, em São Paulo. Em seguida torna-se professor na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e passa a colaborar ativamente em jornais, revistas, TV e rádio.
 Polêmico e irreverente, reúne seus textos teóricos em livros como Informação, Linguagem, Comunicação (1968), Contracomunicação (1972) e Semiótica e Literatura (1974). O Rosto da Memória (1986) e Panteros (1992) são suas obras mais recentes.

O mundo da Poesia

Décio Pignatari morre aos 85 anos de insuficiência respiratória

Décio morreu de insuficiência respiratória no domingo (2) de manhã. Corpo será enterrado hoje no cemitério do Morumbi, na capital paulista.

Morreu no último domingo (2), em São Paulo, aos 85 anos o poeta Décio Pignatari. Ele será enterrado hoje.
Décio era poeta, escritor, dramaturgo e professor. Ele publicou seus primeiros poemas em revistas, depois vieram os livros.  Com isso, deixou uma vasta obra acadêmica e literária.
O poeta era filho de imigrantes italianos e nasceu em Jundiai, no interior de São Paulo, em 1927.
Com os irmãos Haroldo e Augusto de Campos, lançou nos anos 50 o movimento de poesia concreta no Brasil, criando poemas onde a disposição das palavras na página também fala.
No livro "O que é Comunicação Poética?", o autor defendia que a poesia está mais perto da música e das artes visuais do que da literatura.
Décio também publicou artigos em vários jornais do país e criticava o crescimento desordenado das grandes cidades, como São Paulo.
“São Paulo já não tem mais design. É um pouco como Macunaíma, não tem mais caráter. No entanto, é um fantástico aglomerado urbano”, disse uma vez o poeta.
O escritor morreu de insuficiência respiratória domingo de manhã, por volta das nove horas. Ele estava internado desde sexta-feira, no Hospital Universitário de São Paulo.
Segundo a assessoria do hospital, Décio Pignatari sofria também de mal de Alzheimer. O enterro do corpo de Décio está marcado para 12h no cemitério do Morumbi.
 
Fonte:

domingo, 2 de dezembro de 2012

Rodadas de Poemas com Pedro Bandeira



Pedro Bandeira
Mais respeito, eu sou criança!



Créditos: 
Educar para Crescer
Concepção: Iana Chan e Daniela Decourt
Ilustração: Claudia Marianno 
Animação: Claudia Marianno
Trilha Sonora: Marcos Mesquita
Narração: Duda Decourt

sábado, 1 de dezembro de 2012

Rodadas de Poemas com Pedro Bandeira



De Pedro Bandeira
Quem sempre foi, sempre será

  Créditos da imagem: Nelson Toledo

No passado e no futuro,
preste muita atenção,
para os dois não misturar,
pois só vai dar confusão!

Os políticos prometem,
se ganharem a eleição.
Se mentiram no passado,
no futuro mentirão!

Os ladrões não tem jeito,
pois em tudo põem a mão.
Se roubaram no passado,
no futuro roubarão!

Os cantores e as cantoras
vão cantar suas canção.
Se cantaram no passado,
no futuro cantarão!

As velhinhas tão doentes
tomam mel com agrião.
Se tossiram no passado,
no futuro tossirão!

Quem disser que estou errado,
que não tenho razão,
saiba que eu estou muito certo,
nisso eu sou um campeão!

Pois quem hoje é um boboca
não vai ter conserto não.
Quem foi bobo no passado,
no futuro é paspalhão.